
Uma pesquisa eleitoral conduzida pela Genial/Quaest revelou que o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrentam índices similares de rejeição, com 55% e 54%, respectivamente, ao passo que buscam conquistar a Presidência nas próximas eleições. O levantamento, realizado entre 5 e 9 de fevereiro de 2026 com 2.004 entrevistados, também mostra que a rejeição em relação a outros pré-candidatos é significativa, como no caso de Ratinho Junior, governador do Paraná pelo PSD, que registra 40% de rejeição. Embora esses números indiquem desafios para os candidatos, a perspectiva de vitória muda entre cenários com e sem a participação da família Bolsonaro, conforme admiradores da candidatura avaliam.
No caso de Lula, 57% dos entrevistados não apoiam uma continuidade de seu mandato presidencial, enquanto 39% são a favor. A pesquisa também destacou a percepção dos eleitores sobre a possibilidade de vitória de Lula sobre um candidato da família Bolsonaro, com 55% acreditando que o presidente leva vantagem contra 35% que optariam por um nome da oposição. No entanto, se a disputa não envolver a família Bolsonaro, 49% dos entrevistados ainda veem Lula como vencedor, contra 40% que acreditam num triunfo da oposição.
A imagem de Flávio Bolsonaro foi tema de uma questão específica, indagando se a indicação de seu nome para disputar a Presidência por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi uma decisão acertada. Os resultados mostram 44% de aprovação, enquanto 42% veem a escolha como um erro. Curiosamente, esta é a primeira ocasião desde a indicação de dezembro que os índices de aprovação superam os de reprovação. No entanto, quando o tópico se desloca para o medo da continuidade política, 44% dos entrevistados expressaram temer mais o retorno da família Bolsonaro ao poder do que a possível continuidade de Lula.
A pesquisa também destacou o desafio de visibilidade enfrentado por outros candidatos. Enquanto apenas 4% dos entrevistados desconhecem Lula e 9% não conhecem Flávio, governadores como Eduardo Leite (RS), Romeu Zema (MG) e Ronaldo Caiado (GO) têm altos índices de desconhecimento, variando entre 51% e 55% dos entrevistados. Essa falta de reconhecimento pode impactar diretamente suas campanhas.
Em resumo, a pesquisa Genial/Quaest destaca um cenário eleitoral complexo e polarizado para as próximas eleições presidenciais no Brasil. As taxas de rejeição altas para candidatos chave e o medo do retorno da família Bolsonaro refletem um público eleitora dividido. Enquanto Flávio Bolsonaro e Lula buscam consolidar apoio, candidatos menos conhecidos lutam pela visibilidade necessária. Com diversas variáveis em jogo, a corrida presidencial de 2026 promete ser acirrada e imprevisível, com eleitores atentos aos desdobramentos e influências de campanhas.
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